sábado, 26 de outubro de 2013

VÂNDALOS!

                                Ele não faz parte da nobreza
Já esmolou.  Pediu a Deus um futuro
Jamais teve inveja ou avareza,
Triste desatino come no monturo.

Pela vida é apaixonado
Vê noites de lua e o esplendor,
Dorme na praça em um banco vago
Alguém irado lhe chama, acorda Doutor!

Olhares oblíquos para o mal persistem
Tudo que praticam é ilegal,
Deus, o céu, a lua, para eles não existem?  
Não acham o amanhecer sobrenatural?

Vândalos enxotam o mendigo brutalmente...
Nas noites frias e tristes lhe atiçam,
Tocam fogo e riem cinicamente
Ali jaz o sangue inocente clamando por justiça...


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

NO CAMINHO DA SERRA

                                                
Cubatão é localizada no sopé da serra
É uma cidade exuberante industrial
Os Jesuítas admiravam essa terra
 Sempre existiu uma beleza natural.

É um marco forte do Brasil
Tem parques com pássaros no viveiro
As cachoeiras com água cor de anil,
O complexo industrial parece um celeiro.

É a bela menina dos olhos negros
Sensível deita no berço de prata,
Convive no perigo este é o segredo
Tem ricas indústrias nada lhe falta.

De manhã, os cubatenses abrem as trilhas.
Para as indústrias que são veias do coração
A cidade canta o hino, com seus filhos:
Honrados saúdam a despoluição!

                                               

A GARÇA

            

     

Tem corpo elegante, anda faceira
Passos decididos como uma garça
O jeito atrevido meiga e suave,
Olhar expressivo é uma graça.

Pescoço elegante como uma torre
Vigia o dia inteiro nos pantanais
Ela se apressa quando o sol nasce
Suas plumas brancas são naturais.

Ao anoitecer chega a garça falante
Seus passos: um na frente, outro atrás...
Denota proeminência no pantaneiro
Resiste o enfado, diz que é capaz...